Para muitas pessoas, falar sobre orgasmo ainda é um tabu. Mas a ausência dele, conhecida clinicamente como anorgasmia, é mais comum do que se imagina. Segundo estudos publicados pela Revista Brasileira de Sexualidade Humana e em artigos internacionais como a Nature Reviews Urology, cerca de 10% a 15% das mulheres e uma porcentagem menor, mas significativa, de homens relataram nunca ter atingido um orgasmo.
Entenda por que isso acontece, quais são os fatores envolvidos e o que pode ser feito para quem enfrenta essa dificuldade em atingir o orgasmo.
Fatores fisiológicos e hormonais que afetam o orgasmo
O prazer sexual é um processo complexo que envolve o sistema nervoso central, o sistema endócrino, os órgãos genitais e a mente. Alterações hormonais, como as que ocorrem na menopausa ou andropausa, podem interferir diretamente na resposta orgástica. Da mesma forma, doenças crônicas (como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares) estão entre os fatores que prejudicam a sensibilidade e o fluxo sanguíneo na região genital, dificultando a chegada ao clímax.
Nos homens, disfunções eréteis e ejaculação retardada podem estar associadas à anorgasmia. Nas mulheres, alterações na lubrificação vaginal, dores durante a relação (dispareunia) ou falta de estímulo adequado são causas frequentes.
O impacto emocional e psicológico
Aspectos emocionais têm papel importante na capacidade de atingir o orgasmo. Estresse, ansiedade, histórico de traumas ou abuso sexual, crenças limitantes sobre o prazer e dificuldades de comunicação com o(a) parceiro(a) podem comprometer profundamente a resposta sexual. Nesses casos, o orgasmo não é inalcançável, mas exige um processo de autoconhecimento e reeducação sexual.
A terapia sexual é altamente recomendada, especialmente quando a dificuldade persiste ao longo do tempo e não está relacionada a um fator físico detectável. Em muitos casos, a simples compreensão do próprio corpo e a redução da pressão por “ter que gozar” já trazem uma grande diferença.
Antidepressivos causam anorgasmia?
Sim, alguns medicamentos usados no tratamento de transtornos mentais, especialmente os antidepressivos da classe dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), podem causar anorgasmia como efeito colateral. Fluoxetina, sertralina e paroxetina estão entre os princípios ativos mais associados a esse sintoma.
Essa reação não significa que a pessoa precisa abandonar o tratamento, mas é essencial conversar com o médico. Existem alternativas com menos impacto na vida sexual ou estratégias que podem minimizar o problema, como ajustes na dosagem, troca de medicamento ou uso de substâncias complementares sob supervisão.
Exercícios para atingir o orgasmo
A boa notícia é que existem recursos naturais e técnicas que podem facilitar a experiência do prazer. Exercícios para atingir o orgasmo incluem:
- Exercícios de Kegel: Fortalecem o assoalho pélvico, melhorando a sensibilidade e o controle muscular durante o sexo.
- Respiração consciente e mindfulness: Aumentam a conexão com o corpo e reduzem a ansiedade de desempenho.
- Autotoque e exploração sensorial: Conhecer os próprios pontos de prazer é essencial para orientar o(a) parceiro(a) e ter experiências mais satisfatórias.
Esses exercícios também contribuem para a autoestima, autonomia sexual e qualidade das relações, sendo ótimas estratégias tanto para mulheres quanto para homens.
Quando buscar ajuda profissional?
Se você sente que há algo impedindo sua plena experiência sexual, seja por questões emocionais, hormonais ou relacionais, é fundamental procurar um(a) especialista. Ginecologistas, urologistas, endocrinologistas e terapeutas sexuais são os profissionais mais indicados para ajudar nesse processo.
Vale lembrar que não existe um “jeito certo” de sentir prazer, mas sim um caminho individual que merece ser respeitado e acolhido. A busca pelo orgasmo deve ser uma jornada de autodescoberta.
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